09 de maio de 2012 não teve água, faltou energia e os ônibus desapareceram. Esquinas congestionadas sob um trânsito caótico testava a paciência dos transeuntes. Não raro pessoas transbordavam pelas janelas dos transportes coletivos na exata medida da disposição dos mototaxistas que entre as faixas se lançavam feito flechas. A Belém que parou fingiu-se de morta. Por volta das 16h30minh duas menininhas mal trajadas, uma pretinha, outra branquinha, bonitinhas e famintas aproximaram-se, estenderam as mãozinhas e, com os olhinhos tristes, quase lacrimejantes, perguntaram: o senhor quer bombons? Rapidamente ambas sorriram agarrando aquilo que pretendiam e, com agilidade, desapareceram entre os veículos. Eram apenas menininhas, florezinhas de um jardim esquecido, eram a Belém agonizante no compasso do descaso.
Este é um espaço predominantemente pessoal e familiar, mas não se limita a esta categoria. Tem como proposta fundamental apresentar pensamentos, relatar experiências, propor discussões, criar novas amizades e consolidar as já existentes.
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quinta-feira, 10 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
Ah Humanos!
Sites de relacionamentos sempre possuem o que podemos classificar de "lado obscuro da força", aquele que o torna um muro das lamentações, um manual de receitas de sucesso e felicidade, um compêndio de intrigas, fofocas, piadas e deboches. Também tem espaço para lições de moral, promoção pessoal, exibicionismos, vernissagens e teses da verdade. Vez por outra vejo no facebook a manifestação dos críticos de tendências, cientistas, historiadores, humoristas, comentadores esportivos, mocinhas virgens, turistas e alienígenas de outras galáxias.
Temos a presença marcante dos bonzinhos, dos eticamente corretos, dos apaixonados, dos nostálgicos, dos escritores, dos salvadores da pátria, dos queridinhos de Deus e também não poderia faltar o time que compõem a palmatória do mundo.
Como se não bastasse, têm ainda um grupo com necessidades especiais de atenção, que de posse de um celular, alimentam a curiosidade dos mais incautos com seus relatórios curtos sobre seu cotidiana do tipo: fui ali; fui aculá; almocei isto; jantei aquilo, saí com fulano, bebi com sicrano etc. etc.
Da mesma forma, compondo o equilíbrio destes sites, temos o “lado brilhante da força”, aquele que possibilita reencontrarmos antigas amizades, estabelecer laços de carinho, estreitar contatos familiares, divulgar informações de caráter utilitário com benefícios sociais diversos, etc. Nós todos transitamos na dimensão dicotômica destas maravilhosas ferramentas de entretenimento, portanto, fazemos parte de tudo isso; lógico, é típico do ser humano, porque seria diferente? Foi assim, é assim e sempre será, disse “o profeta”.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Anatomia tão Humana
Ainda no primeiro ano de Medicina, lá estava eu enfiado no laboratório de anatomia da UFPA como de práxis. Pelas janelas do laboratório a luz suave do fim da tarde iluminava o ambiente contrastando com a fraca luz artificial das iluminarias. Entre o folhear das páginas do “Sobotta” (tradicional atlas de Anatomia humana), as horas passavam em meio aquele mórbido silêncio. Deitado em decúbito dorsal sobre a mesa de dissecção, um gélido compatriota expunha todo o esplendor de seus órgãos à prospecção do estudo. Sim, naquele instante, flertava com um ser humano falecido e que havia emprestado seu corpo para estudos de anatomia. Vem isto a dizer que não se tratava de um cadáver, posto que este termo vem do Latim carna data vermis, que significa “carne dada aos vermes”, e obviamente que num laboratório de anatomia, isto não estaria acontecendo.
Entre a manipulação de um órgão e outro, pus-me a refletir sobre o significado daquele ato. Fiquei imaginando quantas coisas bonitas aqueles olhos teriam contemplado? Que ofício teria praticado aquelas mãos? Por certo, estava diante não apenas de um amontoado de tecidos e órgãos, mas sobretudo, de um ser humano que em vida, certamente sorriu, chorou e amou.
De repente minhas elucubrações foram interrompidas por uma voz grave que lenta e pausadamente começou a falar: “caro amigo de muitas horas, não tive as mesmas oportunidades que tivestes. Fui um indigente na vida, discriminado, odiado, esquecido e abandonado. Por toda a minha vida esperei um ato de carinho e acolhida, mas nunca os encontrei.” E assim continuava quela voz...
“ - Ao morrer, permaneci algum tempo num freezer a espera de reconhecimento e gratidão, seja de meus familiares ou conhecidos, mas infelizmente isto nunca aconteceu. Jamais tive um funeral, por mais simples que fosse.
Por sorte fui acolhido por esta honrosa Universidade que me deu guarida permanente em companhia de mentes brilhantes e sedentas de conhecimento.
Nunca havia entrado numa Universidade em vida como vim a fazer no post mortem. Desta forma, sinto-me gratificado em ver o brilho nos olhos daqueles que aqui adentram a manusear-me na esperança de salvar vidas. Não obstante, quão poucos dentre vós se compraz a refletir sobre o significado de seus “instrumentos de estudo”.
Não raro, sou tratado com profunda indiferença, vitima de brincadeiras jocosas e humilhantes que me entristecem e me envergonham. Que insensatez atroz!
Por fim queria apenas agradecer a oportunidade de ajudar e colaborar. Sou grato principalmente àqueles que me respeitam enquanto ser humano. Sim, porque é isso que fui, é isso que eu sou e é isso que continuarei a ser enquanto existir algo em mim, que seja útil a vós“
Naturalmente que tudo não passou de uma cáustica imaginação, motivada pela “dor de consciência” e inspirada nos escritos de Michel Palheta, o qual também tem manifestado igual preocupação ante a referida questão. Isso indica-nos que a falta de sensibilidade da comunidade acadêmica em geral, não faz parte apenas de eventos circunstanciais, mas correspondem a fatos estruturais, presentes em muitas instituições de ensino superior com áreas de saúde.
Não podemos nem devemos permitir que pela nossa indiferença sejamos levados a praticar a trivialidade de um estudo destituído de reflexão e compaixão. Do contrário, converteremos o logro de nosso aprendizado em objeto de ação discriminatória e fugaz. Daí porque gostaria de ver pautado nesta questão, a adesão de todos aqueles que se dedicam ao estudo de anatomia.
Em passant, imprescindível se torna, pois, que, antes de nos arvoremos no alto de nossa sapiência, façamos uma reflexão sincera sobre a ética profissional de nossos atos. Sejamos mais humildes e mais humanos, respeitando à memória dos que já se foram. Estes mais do que nunca, se dignificam ao prestarem relevantes serviços à sociedade ensinando-nos sobre nós mesmos.
Infelizmente ainda vivemos sob o prisma de que devem ser tratados igualmente os iguais, e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades, e isto a mim parece o reflexo exato da irascível anatomia tão humana do orgulho e da vaidade. Contudo, são merecedores de encômios todos aqueles que se lançam com o coração sincero, com amor, com respeito e dedicação, ao estudo do corpo humano, cujos segredos a natureza tão generosamente nos prodigalizou.
(O Liberal, 11-12-02)
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Dicas de como fotografar como um profissional (9)
A seguir, comento alguns aspectos gerais que podem ajudar no desenvolvimento de sua prática fotográfica, citando como proceder tecnicamente de acordo com algumas situações específicas que por ventura venham a se apresentar. As dicas foram extraídas de alguns livros sobre fotografia e portanto, são dicas de gente que tem estrada pela frente, fotógrafos muito experientes. Eu mesmo testei algumas delas como exercício e de fato, minhas fotos melhoraram consideravelmente, pelo menos na opinião da minha namorada (rsrs).
Pois bem, em fotos de viagens é interessante incluir as pessoas do lugar, não tire fotos de multidões; crianças e velhos são mais adequados e tornam suas fotos mais originais, não esquecendo de remover durante o enquadramento, aqueles elementos que desviam a atenção, ou seja, procure compor em fundo simples, sem muitos detalhes. Dê preferência a aberturas grandes do diafragma, para que você obtenha profundidade de campo curta, incidindo exatamente o foco sobre o assunto desejado.
Geralmente para retratos os especialistas recomendam f.8 ou f.2.8 Tente captar a personalidade da pessoa fotografada. Lembre-se que o mais importante em retratos não é a pessoa e sim a luz, é eu sei, parece um contrasenso, mas tente mudar a preocupação e verá que vai dar certo. No close up os olhos devem ficar preferencialmente localizados no terço superior do enquadramento, assim você transmite harmonia.
Se fotografar flores, escolha à hora mágica ou os dias nublados, pois estes oferecem a melhor luz. Também podemos obter resultados satisfatórios se fotografar após a chuva, pois as gotículas de água presentes nas flores geram imagens encantadoras. Já no caso de fotos de paisagens, o ideal é utilizar um tripé e fotografar na hora mágica (a hora mágica é aquela no final do dia, ao entardecer, dura apenas alguns minutos, então, seja rápido), com prioridade de abertura (AV). O uso de filtro degrade de densidade neutra ajuda muito no controle da exposição entre o primeiro e os demais planos durante a composição. O tripé se justifica porque ao utilizar uma abertura pequena para melhor nitidez e profundidade e, ISO baixo para reduzir o ruído, você vai precisar baixar a velocidade e, por conseguinte, a câmera não poderá ficar sobre suas mãos, caso contrário, a imagem não será como aquelas de revistas (rsrs).
Ao contrário do que muitos imaginam, os especialistas sugerem fazer fotos panorâmicas capturando toda a seqüência da cena (multiplas fotos) na posição vertical e não na horizontal, para posteriormente, uni-la durante a pós-produção a partir dos programas de edição. Fica uma maravilha.
Vida selvagem: mire sempre nos olhos, mas não atire, clic apenas (rsrs). Quero dizer que o foco deve estar sempre... sempre sobre os olhos do animal, o resto não interessa (rsrs). Cuidado para não "enjaular o animal", dê espaço para ele, sobretudo diante de seu olhar. No esporte use altas velocidades para congelar a ação do atleta ou, se preferir, use baixas velocidades para mostrar o movimento da ação produzindo aquelas típicas fotos borradas (que eu particularmente não gosto), mas nesse último caso, é preferível usar um monopé para obter resultados profissionais.
Nas cenas urbanas procure objetos com cores vibrantes e com alto contraste. Não vá ao todo, vá aos detalhes usando geralmente f.11 para obter maior profundidade de campo. Evite poluição visual, procure a simplicidade, procure mostre o movimento e a vida da cidade, sobretudo a noite. E finalmente, as duas últimas superdicas dos especialistas: Se não usar um tripé, o segredo para conseguir fotos nítidas está em usar velocidade igual ou acima da distância focal máxima da objetiva. Quanto a melhor abertura, geralmente ela está a dois f-stops completos abaixo da abertura máxima da objetiva. ISO, evite sempre que possível ISO elevado, tente ajustar os parâmetros de velocidade, abertura e exosição de modo a poder utilizar o menor valor de ISO possível, assim você se livra do ruído.
Entre subexpor e superexpor a foto, há controvérsias, eu particularmente, prefiro superexpor a fotografia, porque depois é mais facil a correção (o escurecimento). Se proceder do contrário, entretanto, você vai ganhar ruído aumentando assim a mão de obra na pós produção, pois além da correção da exposição, ainda terá que remover ou reduzir o tal ruído. Ruídos são equelas irritantes granulações que surgem geralmente bem visível nas áreas escuras da fotografia, há quem goste, aliás, em algumas situações artísticas o ruído é muito bem vindo obrigado.
Em matéria de fotografia, existem regras, mas elas podem e devem ser quebradas de vez emquando, desde que essa rebeldia tenha uma coerencia interna, obedecendo um padrão aureo de harmonia visual estabelecido naturalmente pela própria natureza fisiológica de nosso olhar. Até a próxima.
Entre subexpor e superexpor a foto, há controvérsias, eu particularmente, prefiro superexpor a fotografia, porque depois é mais facil a correção (o escurecimento). Se proceder do contrário, entretanto, você vai ganhar ruído aumentando assim a mão de obra na pós produção, pois além da correção da exposição, ainda terá que remover ou reduzir o tal ruído. Ruídos são equelas irritantes granulações que surgem geralmente bem visível nas áreas escuras da fotografia, há quem goste, aliás, em algumas situações artísticas o ruído é muito bem vindo obrigado.
Em matéria de fotografia, existem regras, mas elas podem e devem ser quebradas de vez emquando, desde que essa rebeldia tenha uma coerencia interna, obedecendo um padrão aureo de harmonia visual estabelecido naturalmente pela própria natureza fisiológica de nosso olhar. Até a próxima.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Ufologia: Ficção ou Realidade ?
A Ufologia é a ciência que investiga a existência de vida extraterrestre e fenômenos correlatos, tais como os controvertidos objetos voadores não identificados. Em agosto de 1985 no auditório da Embratel em Belém, ocorreu um evento que jamais esqueci. Eu e meu primo André Malcher de Almeida, ambos com 11 anos de idade, saímos daquele evento maravilhados e com muito assuntos para contar. Meu pai sempre manifestou interesse sobre Ufologia, chegando a reuniu uma interessante coleção de recortes de jornais e revistas sobre reportagens relacionadas aos objetos voadores não identificados ou OVNI.
O referido evento exibiria um filme constituído de uma coletânea de vários documentários e registros sobre evidencias da presença alienígena entre nós, seguida de relatos de autoridades no assunto e de pessoas convidadas que tiveram contatos imediatos, portanto tratava-se de uma sessão restrita e direcionada a Ufologistas. Porém, meu pai ao tomar conhecimento, deu um jeito de participar e ainda por cima, conseguiu mais duas entradas, garantindo a presença das duas únicas crianças no evento. Embora meu pai nunca tenha sido ufologista de verdade, seu entusiasmo sobre o assunto o credenciva a realizar tais proezas "heróicas e misteriosas".
O referido evento exibiria um filme constituído de uma coletânea de vários documentários e registros sobre evidencias da presença alienígena entre nós, seguida de relatos de autoridades no assunto e de pessoas convidadas que tiveram contatos imediatos, portanto tratava-se de uma sessão restrita e direcionada a Ufologistas. Porém, meu pai ao tomar conhecimento, deu um jeito de participar e ainda por cima, conseguiu mais duas entradas, garantindo a presença das duas únicas crianças no evento. Embora meu pai nunca tenha sido ufologista de verdade, seu entusiasmo sobre o assunto o credenciva a realizar tais proezas "heróicas e misteriosas".
Falar sobre Ufologia requer certa dose de coragem, pois em geral, provoca sentimentos que variam do mais sincero encantamento, a mais completa repugnação. Evidentemente que a Ufologia não constitui uma ciência propriamente dita, contudo, na medida do possível, ela faz uso de critérios científicos para empreender sua investigação e elaborar suas explicações a cerca dos fenômenos que potencialmente evidenciem a existência de vida inteligente extraterrestre.
Com o fim do acobertamento das informações oficiais sobre OVNI a partir da campanha “Ufos, liberdade de informações já” trilhada pelos Ufologistas em todo o Brasil, a Ufologia começou a ganhar maior visibilidade e credibilidade junto a opinião publica, sobretudo, entre a intelectualidade universitária. Obviamente que diante do status quo, convém mantermos a postura cética, tratando este assunto com cautela e bom senso, mas por outro lado, conservando a mente aberta, estando sempre atento ao charlatanismo ludibriador, ao dogmatismo preconceituoso e ao misticismo mutilador que tanto empobrece a grandeza do espírito humano, a exemplo do clero católico que se recusava sistematicamente a enxergar as evidencias do heliocentrismo, mesmo observando pistas através da luneta de Galileu, provando que o pior cego é aquele que não quer ver.
O acesso a documentos sigilosos arquivados em órgãos civis e/ou militares foi garantido pela a medida provisória 228 de 2004, visando a normatização dos trâmites legais e a compatibilidade entre o inciso 33º do Artigo 5º da Constituição. Após a aprovação na Câmara dos deputados, a MP 228/04 foi enviada ao Senado e aprovada sem modificações. Em seguida, foi sancionada e ratificada pelo presidente Lula, transformando-se na Lei 11.111 em 05 de maio de 2005.
Esse fato foi uma grande conquista para a Ufologia nacional, proporcionando mais oportunidade para sua credibilidade metodológica de investigações. Com o acesso aos registros oficiais, o delicado trabalho de separar a ficção da realidade deverá ser mais eficiente e promissor. Neste fértil campo onde os fatos facilmente se confundem com fraudes e fenômenos naturais, as informações sobre avistamentos multiplicam-se pelo mundo todo engrossando o caldo das especulações. Contudo, cabe aqui a pergunta: Estaríamos de fato sós no universo? Porque diante da imensidão do espaço sideral, com bilhões de bilhões galáxias e estrelas, apenas nosso modesto planeta teria o privilégio de possuir condições favoráveis à evolução de vida inteligente?
Recordemos quatro casos famosos da literatura ufológica mundial: a) O Caso Roswell: sugere a queda de uma nave alienígena no deserto do Novo México (EUA) em 2 de julho de 1947 incluindo a captura de seus tripulantes os quais são mantidos conservados para estudos; b) Operação Prato: implementada pela aeronáutica com a intenção de investigar o pânico generalizado que tomou conta da Ilha de Colares, PA em 1977, fenômeno que ficou popularmente conhecido como “o chupa-chupa”, em referência a luz misteriosa vinda do céu e que atingia os moradores deixando queimaduras na pele sem paralelos na literatura médica; c) O caso ET de Varginha: ocorrido em 20 de janeiro de 1996, quando criaturas humanóides foram vistas num terreno baldio, somando-se a luzes avistadas por várias testemunhas nos céus da cidade de Varginha, MG, o que mobilizou o comando do exército e vários orgãos oficiais do estado; d) A noite dos OVNI: ocorrida em 19 de maio de 1986 quando um grupo de caças da força aérea brasileira foram acionados com a missão de perseguir luzes misteriosas nos céus do Rio de Janeiro e Goiás. Esta operação foi confirmada com a declaração do ministro da aeronáutica Moreira Lima que admitiu publicamente o ocorrido através de entrevista coletiva junto a imprensa.
Recordemos quatro casos famosos da literatura ufológica mundial: a) O Caso Roswell: sugere a queda de uma nave alienígena no deserto do Novo México (EUA) em 2 de julho de 1947 incluindo a captura de seus tripulantes os quais são mantidos conservados para estudos; b) Operação Prato: implementada pela aeronáutica com a intenção de investigar o pânico generalizado que tomou conta da Ilha de Colares, PA em 1977, fenômeno que ficou popularmente conhecido como “o chupa-chupa”, em referência a luz misteriosa vinda do céu e que atingia os moradores deixando queimaduras na pele sem paralelos na literatura médica; c) O caso ET de Varginha: ocorrido em 20 de janeiro de 1996, quando criaturas humanóides foram vistas num terreno baldio, somando-se a luzes avistadas por várias testemunhas nos céus da cidade de Varginha, MG, o que mobilizou o comando do exército e vários orgãos oficiais do estado; d) A noite dos OVNI: ocorrida em 19 de maio de 1986 quando um grupo de caças da força aérea brasileira foram acionados com a missão de perseguir luzes misteriosas nos céus do Rio de Janeiro e Goiás. Esta operação foi confirmada com a declaração do ministro da aeronáutica Moreira Lima que admitiu publicamente o ocorrido através de entrevista coletiva junto a imprensa.
Diante destes episódios inexplicáveis sob a óptica de nosso conhecimento acumulado dos fenômenos naturais, aceitar a possibilidade da existência de vida extraterrestre é algo que a humanidade ainda não está psicologicamente preparada, pois abalaria violentamente a estrutura de nossos valores sociais e a base de nossas convicções religiosas, abrindo precedentes para conseqüências imprevisíveis na ordem mundial. Aliás, este é o principal argumento que as autoridades usam para justificar o sigilo absoluto das evidências incontestáveis sobre a existência do chamado “tráfego hotel”, ou seja, a presença dos OVNI de origem extraterrestres.
Ademais, se considerarmos a possibilidade matemática de que pelo menos 1% de todos os registros documentados na literatura Ufologia mundial tenha casuísticas realmente extraterrestres, isso já seria suficiente para causar uma verdadeira revolução cultural. Neste sentido, muitos cientístas já admitem a possibilidade de vida extraterrestre inteligente e a NASA há algumas décadas vem desenvolvendo projetos para investigação de ETs. Não há dúvida de que a comunicação com uma civilização extraterrestre seria a maior revolução que a humanidade poderia experimentar ao longo de toda a sua história e as nações disputam silenciosamente para ver quem chega primeiro.
Não obstante, enquanto esse dia não chega, esqueçamos por alguns minutos nossos dramas pessoais e compromissos profissionais para dedicarmos apenas alguns minutos a uma breve espiada no firmamento durante uma límpida noite de verão. Se não obtermos a emoção fortuita de avistar um OVNI, ainda assim já teremos logrado êxito se percebermos o quão pequenos e indefesos somos diante da imponente e descomunal grandiosidade do universo. Cabe aqui uma interpretação sugestiva para as palavras do Cristo na sua celebre frase bíblica: "na casa de meu pai há muitas moradas".
Não obstante, enquanto esse dia não chega, esqueçamos por alguns minutos nossos dramas pessoais e compromissos profissionais para dedicarmos apenas alguns minutos a uma breve espiada no firmamento durante uma límpida noite de verão. Se não obtermos a emoção fortuita de avistar um OVNI, ainda assim já teremos logrado êxito se percebermos o quão pequenos e indefesos somos diante da imponente e descomunal grandiosidade do universo. Cabe aqui uma interpretação sugestiva para as palavras do Cristo na sua celebre frase bíblica: "na casa de meu pai há muitas moradas".
domingo, 19 de junho de 2011
Dicas de como fotografar como um profissional (8)
Sobre a profundidade de campo.
Profundidade de campo ou simplesmente DOF é tudo aquilo que se encontra após (atrás) do assunto principal em uma fotografia. É possivel se obter um DOF amplo, por exemplo em fotos de paisagem, onde todos os elementos precisam estar em foco (nitidez em todos os planos da imagem), ou podemos produzir um DOF raso a ponto de obtermos um foco apenas no primeiro plano da fotografia, deixando desfocado todo o resto atrás do assunto principal. Portanto, o DOF corresponde ao espaço em que existirá foco na imagem captada, ou seja, é a quantidade de área que está nítida na fotografia. O DOF é determinado a partir de quatro parâmetros ou condições que são: a) Distância focal, b) Distância da câmera ao objeto, c) Tamanho do sensor eletrônico, d) Abertura do diafragma da objetiva.
Então, quanto maior for a abertura do diafragma, menor será o DOF (F-stop pequeno, menor DOF). Quanto menor o sensor, menor será o DOF. Câmeras compactas possuem sensor menor que câmeras DSLR e é exatamente por isso que as compactas são naturalmente propensas a produzir melhor fotografia no estilo macro do que em outros estilos fotográficos.
Quanto maior a distancia focal, menor será o DOF, ou seja, fotografar uma pessoa a 300mm e a 50mm, conservando nas duas situações, o mesmo ângulo de abrangência do fotograma, o DOF será menor em 300mm do que em 50mm. Quanto mais próximo a câmera do assunto, menor será o DOF, pois os raios de luz provenientes dos objetos distantes tendem a formar menos círculos de confusão (desfoque) e por conseguinte, obtemos maior profundidade de campo quanto maior for nossa distância ao objeto.
Bokeh é o nome que se dá para fotografias com DOF reduzidos, ou seja, com nitidez de foco apenas sobre o assunto principal, estando seu fundo completamete desfocado, gerando um belo efeito ao deter a atenção do observador no assunto principal por conta da ênfase que o foco raso proporciona.
Consequentemente, para se obter uma boa fotografia de paisagem, é necessário uma abertura de f.8 ou f.11 para que tudo esteja em foco. Retratos em ambeintes externos devem ter grandes aberturas, ou seja, f3.5 ou f2.8 ou menor, pois quanto mais aberto melhor será o efeito Bokeh e mais bonito ficará o retrato. Vale lembra que quanto menor for a abertura, menor quantidade de luz entrará na objetiva por intervalo de tempo, por isso, para se obter a exposição final adequada, devemos equilibar o valor da abertura com os outros parâmetros (velocidade de disparo e ISO).
Contudo, valores de ISO muito elevados geram ruídos (granulações excessivas), mas isto será tratado no próximo post. Abordaremos, por exemplo, alguns critérios importantes na hora de escolher qual câmera comprar, já adiantando que quantidade de megapixel não é tudo, as vezes muitos megapixels atrapalha.
Então, quanto maior for a abertura do diafragma, menor será o DOF (F-stop pequeno, menor DOF). Quanto menor o sensor, menor será o DOF. Câmeras compactas possuem sensor menor que câmeras DSLR e é exatamente por isso que as compactas são naturalmente propensas a produzir melhor fotografia no estilo macro do que em outros estilos fotográficos.
Quanto maior a distancia focal, menor será o DOF, ou seja, fotografar uma pessoa a 300mm e a 50mm, conservando nas duas situações, o mesmo ângulo de abrangência do fotograma, o DOF será menor em 300mm do que em 50mm. Quanto mais próximo a câmera do assunto, menor será o DOF, pois os raios de luz provenientes dos objetos distantes tendem a formar menos círculos de confusão (desfoque) e por conseguinte, obtemos maior profundidade de campo quanto maior for nossa distância ao objeto.
Bokeh é o nome que se dá para fotografias com DOF reduzidos, ou seja, com nitidez de foco apenas sobre o assunto principal, estando seu fundo completamete desfocado, gerando um belo efeito ao deter a atenção do observador no assunto principal por conta da ênfase que o foco raso proporciona.
Consequentemente, para se obter uma boa fotografia de paisagem, é necessário uma abertura de f.8 ou f.11 para que tudo esteja em foco. Retratos em ambeintes externos devem ter grandes aberturas, ou seja, f3.5 ou f2.8 ou menor, pois quanto mais aberto melhor será o efeito Bokeh e mais bonito ficará o retrato. Vale lembra que quanto menor for a abertura, menor quantidade de luz entrará na objetiva por intervalo de tempo, por isso, para se obter a exposição final adequada, devemos equilibar o valor da abertura com os outros parâmetros (velocidade de disparo e ISO).
Contudo, valores de ISO muito elevados geram ruídos (granulações excessivas), mas isto será tratado no próximo post. Abordaremos, por exemplo, alguns critérios importantes na hora de escolher qual câmera comprar, já adiantando que quantidade de megapixel não é tudo, as vezes muitos megapixels atrapalha.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Aos meus mestres, com carinho (1)
Já foi dito que uma das glórias máximas de um povo está no reconhecimento e valorização de seus professores, sobretudo, por estes constituírem os pilares da nação, centelha de esperança que lapida o destino de crianças e o caráter de adultos. Deste modo, motivado pelo desejo de homenagear meus saudosos professores do ensino fundamental e médio, rememoro fatos de épocas da infância e juventude, trazendo à público aqueles homens e mulheres anônimos, que fizeram parte de minha trajetória estudantil, emprestando suas vidas ao nobre ato de ensinar.
Nessa viagem pessoal, reporto-me aos idos de 1978 quando então, fui apresentado ao lápis e papel. Residia no bairro do Umarizal, rua Oliveira Belo, passagem Brasília, casa de número 32. Dessa época, ainda guardo vivo na memória meu velocípede - um triciclo azul com detalhes brancos, - presente do lendário Noel.
Todas as tardes, dona Maria José, minha mãezinha, levava-me até a casa da “tia Socorro”, a primeiríssima personagem dessa aventura. Ali, funcionava uma rústica escolinha improvisada, a qual acolheu-me carinhosamente, tornando aquelas tardes de infância ainda mais gostosas. Entre riscos e rabiscos, cantávamos, fazíamos orações, ouvíamos historinhas, brincávamos com joguinhos, tudo envolto numa contagiante atmosfera de alegria e diversão.
No ano seguinte ao completar cinco anos de idade, ingressei oficialmente no sistema educacional formal “jardim”, o qual realizei no Núcleo Pedagógico Integrado (NPI) da UFPA. Nessa época o NPI possuia uma frota, salvo engano, constituída por dose ônibus destinados a condução dos alunos dessa escola. Todos belíssimos, com pinturas multicoloridas em formato de planetas e satélites. Lembro-me que ficavam estacionados em frente a escola, dispostos lado a lado, cada qual com uma numeração específica e com trajetórias distintas entre os diversos bairros de Belém.
Quando a sirene da escola anunciava a hora da saída, nós, alunos do jardim, ficávamos atentos à espera daquelas pessoas que nos conduziram até esses ônibus. Nunca esqueci a ruidosa, mas cordial dona Nazaré que, os “berros” se aproximava de nossa sala de aula anunciando: “carro dez, carro dez, carro dez...!”.
Ao ouvi-la, eu e os demais infantes, rapidamente formávamos um trenzinho humano e assim, seguíamos a estridente senhora até o respectivo ônibus que fazia linha para nosso bairro e cujo número era o dez.
No ano seguinte ao completar cinco anos de idade, ingressei oficialmente no sistema educacional formal “jardim”, o qual realizei no Núcleo Pedagógico Integrado (NPI) da UFPA. Nessa época o NPI possuia uma frota, salvo engano, constituída por dose ônibus destinados a condução dos alunos dessa escola. Todos belíssimos, com pinturas multicoloridas em formato de planetas e satélites. Lembro-me que ficavam estacionados em frente a escola, dispostos lado a lado, cada qual com uma numeração específica e com trajetórias distintas entre os diversos bairros de Belém.
Quando a sirene da escola anunciava a hora da saída, nós, alunos do jardim, ficávamos atentos à espera daquelas pessoas que nos conduziram até esses ônibus. Nunca esqueci a ruidosa, mas cordial dona Nazaré que, os “berros” se aproximava de nossa sala de aula anunciando: “carro dez, carro dez, carro dez...!”.
Ao ouvi-la, eu e os demais infantes, rapidamente formávamos um trenzinho humano e assim, seguíamos a estridente senhora até o respectivo ônibus que fazia linha para nosso bairro e cujo número era o dez.
Segundo me consta, meu primeiro dia de aula em uma escola foi traumático e doloroso. Meu pai foi quem teve a também difícil tarefa de conduzir-me até a classe e me apresentar aos colegas e a nova professora. No momento da despedida, ao perceber que ficaria "sozinho", agarrei-me firmemente em seus braços e aos prantos, protestava por não querer ficar. Por sorte, minhas chantagens emocionais nunca funcionaram. Algum tempo depois, percebendo a inevitabilidade de ter que encarar a situação, aquele moleque medroso foi se ambientado ao novo espaço, junto aos novos colegas de classe. Naturalmente uma classe repleta de olhinhos igualmente aflitos com a jornada que se iniciava.

Foi no Jardim que conhecemos os números naturais. A “tia Marilaque” (nossa professora do jardim), nos ensinou pacientemente as vogais e as consoantes, contou-nos muitas outras historinhas, brincadeiras variadas e de posse de lápis de cera e tinta guaxe, criávamos um novo mundo.
Entretanto, como o NPI era destinado, na época, apenas aos filhos de funcionários da UFPA, em 1980 precisei mudar de escola, pois meu pai deixaria da UFPA para ingressar nos Correios, empresa em que se encontra até hoje.
Assim, prossegui os estudos na Escola Estadual de primeiro grau “Paulo Maranhão”, localizada na Av. José Bonifácio, esquina com a rua dos Mundurucus. Nessa escola, realizei o “preparatório” também conhecido como alfabetização. Minha mestra foi a atenciosa professora Maria de Lurdes Bizerra Lopes, ilustre amiga da família e por sinal, mãe de meu grande amigo de infância Paulo André Lopes. Certamente, foi a “Tia Lourdes”quem me iniciou na indefectível cartilha do ABC e nos cadernos de caligrafia. Não preciso dizer que meu coração será eternamente grato. ... (segue)O Liberal. 20/03/2006
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