Nossas sete lições no mês de outubro de 2017.
1. Exercício da paciência: Tudo a seu tempo.
2. Exercício da fé: Mais do que Deus ninguém.
3.Exercício do amor conjugal: Nossa força esta na harmonia.
4. Exercício do desapego material: A vida é nosso bem maior.
5. Exercício da compaixão: Todos merecem um voto de confiança.
6. Exercício do equilíbrio: Situações difíceis são oportunidades.
7. Exercício da gratidão: Sempre haverá pessoas generosas e amigas.
(*) Tivemos nossa casa e nossos pertences destruídos por um carro desgovernado que numa madrugada, a invadiu de forma violentamente brutal.
Este é um espaço predominantemente pessoal e familiar, mas não se limita a esta categoria. Tem como proposta fundamental apresentar pensamentos, relatar experiências, propor discussões, criar novas amizades e consolidar as já existentes.
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domingo, 1 de abril de 2018
A década maravilha
Sempre que possível dou uma navegada na internet em busca de assuntos relacionados a década de oitenta. Busco imagens, vídeos, e textos que tragam à memoria, costumes, objetos, brinquedos, musicas, filmes e tudo o que faça referencia a esse momento na historia de minha vida. Pode-se dizer, portanto, que sou o que muitos denominariam de "oitocentista".
Não poderia ser diferente, nasci em 1974, portanto, eu estava no auge da infância- adolescência durante a década de oitenta.
Dos 7 anos aos 16 anos experimentei tudo que era possível para um garoto pobre, vivendo em Belém, mas, bem relacionado, ou seja, convivendo com colegas de mesma idade que pertenciam a famílias de classe média e alta. E neste quesito, uma das diversões mais marcantes eram sem duvida, os vídeogames.
Não estou sozinho nesta cruzada nostálgica, tem muita gente que como eu, curte os anos 80, haja vista a proliferação de sites relacionados ao tema.
Cada vez mais, marmanjos resgatam a era dourada de sua infância e as vedetes, na maioria das vezes, são os vídeo games.
Outro dia fique impressionado com a qualidade de alguns documentários especializados no tema, coisa boa mesmo, historias capazes de nos fazer viajar no tempo e sentir o gostinho do que era brincar com o Odyssey e seu arco concorrente, o Atari.
Para gente da minha idade, talvez isto seja um passa tempo nas horas vagas e, considerando a qualidades da programação na TV aberta, o prazer de relembrar a década de oitenta pela internet é um privilégio.
Parece que de algum modo, aqueles brinquedos funcionam como imãs exercendo uma atração magnética irresistível a nossa imaginação e lembranças. Pelo menos comigo, jogar num playstation ou Xbox com seus incríveis jogos de alta resolução e ultra tecnologia não é a mesma coisa que experimentar um "senhor das trevas" ou "enduro".
Parece que a coisa vai mais além do que bites e computação gráfica, acho que tem haver com uma certa associação oculta entre esses saudosos jogos e toda uma época.
É realmente uma felicidade ter vivido tudo aquilo na década de oitenta, o surgimento dos videogames, porque aquilo não foi uma coisa passada de pai para filho, foi uma coisa que nasceu na minha geração.
Pesque (e pague) uma verdade.
O lamaçal que se escancara ao escrutínio de corações e mentes é composto por múltiplas verdades, cada qual subsidiada por repertórios de discursos pró e contra os rumos da carroça-Brasil.
Diante da avalanche de convicções e opiniões por parte dos "tele" (e) espectadores, muitas das quais, combustível à teorias conspiratórias e idealismos radicais de extrema direita e esquerda, uma verdades vem ao anzol: a esperança de justiça e/ou mudança.
Vemos o que queremos ver, ou, quase sempre, o que podemos ver. Infelizmente a maioria de nós nem vê, ouve apenas, isso quando escuta alguma coisa. Em tempos de "Só surubinha de leve", a maioria de nós encontra-se cega, surda ou ambos.
Quantos anos serão necessários para varrermos do mapa a tradição dos falseadores de verdades nos círculos do poder? Pelo andar da carroça, desconfio que nem meus netos contemplarão tal vislumbre. Pobre de nós, outra verdade no anzol, pesque e pague.
Janelas de Belém
"Belem é um ovo". Esse era o nome de uma comunidade no orkut. Lembram do orkut? Será que ainda existe o orkut? Diz-se que Belém é um ovo porque as pessoas conseguem "misteriosamente" se encontrar na pura casualidade, com certa freqüência, desprezando o extenso espaço geográfico da cidade. Inclusive, creio que pelo menos nove em cada dez belenenses já tiveram essa experiência "mística" e, quem ainda não teve, não se preocupe, logo ira chegar a sua vez.
Mas pensando bem, Belém, não há nada de sobrenatural nisso. Desculpe a franqueza, isso acontece, simplesmente, porque as pessoas freqüentam os mesmos (poucos) lugares, apesar de suas muitas janelas e de sua grandiosidade geográfica e tal.
Sim, Belém tem muitas janelas, umas que dão para um rio na rua e outras que dão para a rua num rio, dependendo da estação climática ou sociocultural de quem a vê.
Eu amo a minha cidade com todo o meu coração e minha alma, mas, essa morena que tanto quero bem, tem dado outras percepções não tão belas assim.
Parece que foi ontem, eu saía de casa, pegava um ônibus e em 30 minutos (no máximo), estava na fila do cine Palácio para assistir alguma estreia e não importava o tamanho da fila, podia virar o quarteirão, fizesse chuva ou sol, cinema era a maior diversão.
Não faz muito tempo, brincávamos de pira e tomávamos banho de chuva na rua. Hoje, a cidade inchou, contudo, paradoxalmente (adoro essa palavra!), a sensação é a de estarmos dentro de uma garrafa. Os anos se passaram, crescemos, mas, a cidade toda ficou confinada no interior de uma garrafa, à deriva, tal qual uma mensagens de marinheiros lançadas ao mar, no nosso caso, no mar de incertezas.
É como se estivéssemos isolados do resto do Brasil. Aqui é outro Brasil, não acham ? Temos as nossas próprias encrencas, nossas birras, sotaques e tudo o mais. Enfim, temos as nossas crises e a deles - do outro Brasil - que se dane, pois como toda "novidade", vai demorar a chegar até aqui.
Ah Belém, Belém que te quero bem, diga-me com quem andas que te direi quem és. Não é assim o ditado? Então, pergunto imaginando as múltiplas respostas: Como sobreviver com segurança e dignidade em tuas entranhas ?
Das tuas janelas olho, observo, espreito, rezo. Olho da calçada, de cima dos edifícios, de dentro do carro. Olho do alto, bem do alto, a bordo de um avião ou do rio navegando num pô-pô-pô.
Das tuas janelas olho, observo, espreito, rezo. Olho da calçada, de cima dos edifícios, de dentro do carro. Olho do alto, bem do alto, a bordo de um avião ou do rio navegando num pô-pô-pô.
Em qualquer das situações, não consigo distinguir qual das tuas mazelas é a mais perversa conosco. Seria a violência ? Seria a "imobilidade" urbana? O descaso com teu patrimônio material e/ou imaterial ? Seria o teu crescimento desordenado ou a insanidade perpétua dos teus dirigentes?
Olhar com olhos de ver toda a tua exuberância e complexidade é um desafio alcançado, talvez, apenas, através da janela do nosso ilustre músico Alcyr Guimarães na estrofe:
"... Nem bela e nem formosa,
Cabocla desajeitada e pequenina,
Simples como a beleza de uma rosa,
Mundana que não pertence a ninguém...
Olê, olá Belém, olê, olá Belém..."
Eis o sentimento Belém. Essa jovem de 400 anos tem dessas coisas. Tem ou "já teve"?. Viver em Belém é como um casamento de amor e ódio, onde ambos não se separam jamais.
Pequena ou grande, caótica ou romântica, quente ou aconchegante, cheirosa ou suja, isolada ou integrada, Belém, provavelmente, continuara sendo "um ovo" por mais uns tantos anos, um ovo inserido numa garrafa, uma garrafa que navega, que navega a espera de alguém que a enxergue de uma janela.
Doze conselhos de pai para filho
1. Não fume, isso só provoca prejuízos a saúde.
2. Dirija com prudência, evite vícios e preserve os amigos.
3. Não viva de aparências, gaste apenas o que é
possível.Planeje-se financeiramente por toda a vida.
4. Não se meta em negócios arriscados e obscuros, a menos
que haja aprovação de teus familiares que te amam.
5. Cuidado com as amizades, diga-me com quem andas que te
direi quem és.
6. Estude para ser alguém na vida. Trabalhe, nada vale mais
que aquilo conquistado com esforço próprio.
7. Economize para adquirir tuas coisas, não deixe para
amanhã o que podes fazer hoje.
8. Desconfie das facilidades, esmola demais o santo
desconfia.
9. Não espere pelos outros, faz por ti e Deus ajudará.
10. Viva com dignidade, honre tuas dividas, assuma suas
responsabilidades e conclua teus compromissos.
11. Seja honesto em todas as circunstâncias da vida,
principalmente consigo mesmo e com tua família.
12. Se tem que expiar que seja com equilíbrio, se tem que
brincar, que seja com alegria e, se tem que lutar que seja com determinação e
coragem.
A nova geração
A vida realmente nos dá lições diárias, os anos passam e com
eles as experiências, os embates, os desafios, os temores, as angustias e
alegrias, seja no ambiente de trabalho ou familiar e o dinamismo da família em
suas sucessivas fases através do tempo nos remete a reflexões.
Um dia desse eu cochichava sobre o barrigão da Jok,
conversando com minha filha de 3 meses intrauterino. De repente aqui estamos,
prestes a entrar numa outra fase da dinâmica familiar, tudo acontecendo num
ritmo decididamente mais veloz que antigamente.
Na minha época, por exemplo, fui para escola (jardim) só aos
5 anos e veja só, minha pequena grande estrelinha com apenas dois anos
incompletos, já distingue algarismos e letras, conta de um a dez, soletra as
vogais, reconhece animais e objetos, dança como uma bailarina mirim e imita
ginastas com peripécias contorcionistas de tirar meu fôlego, sem contar que
fala pelos cotovelos que nem a mãe.
Tenho me policiado quanto a pronunciar palavrões próximo aos
ouvidos dessa “esponjinha” que é uma verdadeira bênção em nossa vida. Realmente
essa geração de brasileirinhos que já chegaram enfrentando o terror do Zika
vírus, são precoces em tudo, são atentos e sofisticados.
Pipo? Negatofe. Chocalhinho? Nananina...eles querem é
celular, internet, Netflix e Shopping Center - “Chopi” como diz Helena ao ser
perguntada para onde quer ir.
Pois é assim mesmo, dizem os avós, que ao estarem noutra
fase, merecidamente só curtem a parte boa da neta, não precisando trocar fraudas,
nem exercitar despersuasões com a pequena já aos berros.
Ontem acompanhei a Jok na árdua missão, - diga-se de
passagem - em encontrar uma escolinha infantil para a nossa digníssima
serelepe. Visitamos pelo menos três estabelecimentos em nosso bairro e um
último um pouco mais distante.
Já no retorno para casa, em meio aos panfletos
metodológicos e de aporte financeiro fornecidos pelas escolinhas que visitamos,
fiz uma parada estratégica noutro estabelecimento. Estacionei rapidola e
entrei... Moço, veja três cartelas de Micronor. 0,35 mg por favor, obrigado !
sábado, 30 de setembro de 2017
Doces registros de um pai agraciado com o dom da vida
Antes eram os joelhos e as mãozinhas deslizando sobre o piso, seu grande amigo. A boquinha esforçava-se para sorrir e os olhinhos para fixar objetos. Os dedinhos ainda vacilantes, tocavam o mundo rente ao chão. Agora palminhas não são poucas, o indicador aponta vigoroso, o rostinho caras e bocas, ri, conta, canta e encanta. E no bailar das curtas e ligeiras perninhas, vai uma dancinha gracejante, um desfile com maoszinhas em riste, um vai e vem pra lá e pra cá. A casa ficou pequena e o mundo maior e mais alto, a tudo repara e imita, sempre atenta, observa cada detalhe, absorvendo, aprendendo e apreendendo sem cerimônias. Quisera eu compreender aquelas palavrinhas; mas eu as entendo, dizem o que todos nós dissemos um dia: Estou aqui papai, aqui mamãe, me olhem, me amem, me protejam. Agradeço de todo coração por estar aqui, obrigada pelo cuidado, pela confiança, pela paciência, um dia irei retribuir, vocês não se arrependerão, fiquem certos de que todo o esforço e dedicação irão valer a pena, mas por hora, dou-lhes apenas, traquinagens, chorinhos e sorrisos. 😀
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